Do chocolate artesanal ao maior parque temático da América Latina, a história de quem ousou transformar sabor em encantamento.
O que move os sonhos de chocolate de Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show, vai muito além do doce. É como se cada trufa desse império, que nasceu de um Fusca, se tornasse um fragmento
de fantasia real. Aos 17 anos, com um bloco de anotações, uma caneta e 500 dólares emprestados de um tio, esse jovem visionário transformou a vida de quem, em 1988, começou vendendo ovos de Páscoa, em um dos maiores casos de sucesso do varejo nacional.
Um império que transcende o sabor
Hoje, a Cacau Show já não é apenas uma rede de chocolates. Tornou-se a maior varejista em número de lojas do país, com impressionantes 4.661 unidades espalhadas pelo Brasil. Em 2024, o faturamento chegou a R$ 6,2 bilhões, um salto de 21% em relação ao ano anterior. O milagre da expansão começou com uma fábrica modesta, mas logo se fortaleceu por meio das franquias. O que antes era uma aventura de adolescência se consolidou como um fenômeno global, superando até concorrentes tradicionais do mercado internacional.
A nova fronteira: o Cacau Park
Se a Cacau Show sempre soube transformar o trivial em extraordinário, Alexandre Costa agora
se aventura além das lojas. A criação do Cacau Park, parque temático previsto para ser inau
gurado em 2027, na cidade de Itu (SP), é o ápice dessa nova fase.
Do chocolate ao encantamento
Para Costa, o Cacau Park é mais do que entretenimento. É a materialização de memória, paixão e
ambição. Em entrevistas, ele destaca valores como atenção aos detalhes, inovação, lealdade e prag
matismo, aliados a uma liderança apaixonada. Sua proposta vai além do luxo: haverá uma tarifa social
para ampliar o acesso ao parque, democratizando a experiência e permitindo que famílias de diferen
tes perfis possam viver a magia do espaço.
Um legado em construção
O jovem de 17 anos, que começou mexendo com chocolate caseiro, hoje constrói uma história que
extrapola os limites da confeitaria. Lojas, hotéis, resorts temáticos e agora um parque que pretende
ser mais que distração: um destino, uma experiência, um estilo de vida.
Alexandre Costa, através da Cacau Show e do Cacau Park, mostra que o Brasil pode sonhar grande.
Seu legado não se resume ao sabor. É sólido como um chocolate bem temperado: encanta, resiste e
permanece.
Os números impressionam: um investimento de R$ 2 bilhões, em um terreno de cerca de 7 milhões
de metros quadrados. Serão mais de 100 atrações, incluindo a montanha-russa mais alta da América
Latina, com 55 metros de altura, capaz de atingir 120 km/h em cinco segundos, em um percurso de
1 km. A obra, em andamento desde 2025, deve gerar 2.800 empregos diretos durante a construção e,
quando pronta, mais de 9.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos. O impacto econômico es
timado é de R$ 35 bilhões nos primeiros dez anos.
Memória, identidade e simbologia
O parque será também uma homenagem à trajetória de Alexandre, ou “Alê Costa”, como é conhecido. Áreas temáticas vão contar sua história de maneira lúdica. A “Vila la Creme”, por exemplo, terá carrinhos de bate-bate em formato de Fuscas azuis de 1988, em referência ao carro que ele dirigia no início de sua jornada. Já o boulevard de entrada, chamado “City Walk”, receberá os visitantes com lojas-conceito e restaurantes em um clima que remete aos grandes parques internacionais.
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