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Mentores e Coaches: as vozes que me emprestaram clareza (até eu achar a minha)

Redação
Por: Marcelo Gusmão
16/04/2026 às 11:43 Atualizada em 05/06/2026 às 12:35
Mentores e Coaches: as vozes que me emprestaram clareza (até eu achar a minha)

Num mundo corporativo que muda de rota toda semana, a gente costuma valorizar métodos, ferramentas, metas e indicadores.Tudo isso importa mas, quando olho com honestidade para as minhas maiores viradas pessoais e profissionais, quase sempre encontro um conjunto de referências, de mentores e coaches que,em momentos diferentes, me ajudaram a enxergar melhor, decidir com mais coragem e sustentar escolhas com coerência.

E é por isso que escrever este artigo,numa edição em que José Roberto Marques é capa, faz ainda mais sentido.Ele simboliza um mindset positivo que forma líderes  da própria vida e me lembra que crescimento de verdade quase nunca se faz sozinho.Diferentemente de empreender,uma jornada solitária de tomada de decisões, ter um coache/ou um mentor clarifica o caminho e fortifica suas crenças. 

O curioso é que mentores não entram na nossa vida todos do mesmo jeito.Alguns chegam com o método.Outros,com o choque de realidade ou como uma visão que muda o nosso“padrão de pensamento”. E há aqueles que nem precisam se apresentar como mentores, porque já estavam ali,desde sempre, formando a base.

Minha primeira grande mudança aconteceu quando percebi que evolução não é apenas fazer mais, e sim criar melhor.Foi nesse ponto que Geronimo Theml, um cara extraordinário que eu já seguia há anos, me “convenceu”a fazer a minha formação em Coach Criacional pelo seu instituto,o IGT. Marcou um antes e depois. Frases do Geromino Theml que eu repito sempre e vale deixar aqui para vocês:Falou,faça! Quem é bom de desculpas não é bom de mais nada! Do jeito que você faz alguma coisa, fará todas as outras! Aprendi com ele a organizar objetivos com intenção, a colocar propósito na agenda e a construir resultados que não cobrem um preço alto demais da saúde, da família e da paz.A vida não melhora só quando acelera, ela melhora quando ganha direção.

E falando em direção,Geronimo me apresentou Tony Robbins, o coach dos coaches, que me ajudou a entender emoção e decisão como músculos. Ele influenciou especialmente nas minhas tomadas de decisão porque bate numa tecla essencial,onde decisão não é um pensamento bem formulado,é um compromisso com ação de acordo com as suas emoções. Às vezes, o que separa um sonho de um plano é menos talento e mais coragem para escolher,e sustentar a escolha quando o entusiasmo passa e a disciplina precisa assumir.

Só que direção sem execução vira um plano bonito.E foi aí que outra influência me trouxe o poder do fazer. Fiz o RGV do Ricardo Nunes (Ricardo Eletro),uma imersão de 3 dias de alta performance empresarial e cultura pessoal que promove uma chacoalhada de um jeito direto: não existe empresa forte com líder fraco, não existe time consistente com liderança incoerente. A mensagem ficou clara para mim, cultura não é discurso, é comportamento repetido, especialmente quando ninguém está olhando. E ele fecha a imersão promovendo a família como a base mais importante para o sucesso.

Esse olhar para cultura abriu espaço para uma terceira camada: marca, narrativa e dono do jogo.Trabalhar em diversos projetos com a Reserva, de vitrines a convenções,me aproximou de uma das visões que mais me influenciam hoje,a de Rony Meisler. Ver como criatividade pode andar junto com execução(e ainda vender) reforçou algo que carrego para qualquer ambiente:marca é relacionamento, e relacionamento exige presença, verdade e responsabilidade.A ideia de“cabeça de dono”, essa mentalidade de assumir o que é seu, não serve só para negócios, serve para escolhas, postura e vida. Ele está vindo com uma mentoria forte,vale conferir.

Em paralelo, eu também entendi que maturidade não é apenas emocional,é prática.E poucas coisas colocam a gente diante da realidade como números.Na formação pela AUVP, com Raul Sena, eu aprendi investimentos, finanças e estratégia mas, acima disso, aprendi sobre realidade,que números não mentem, comportamento revela prioridades, imediatismo cobra juros altos (em dinheiro e em vida).Ali,consolidou pra mim uma mentalidade de longo prazo feita de método,consistência e cabeça fria.Raul é daqueles que fala a verdade que você não quer,mas precisa ouvir.

Mas se eu juntar todos esses aprendizados, percebo que nenhum deles teria onde“encaixar”sem uma base anterior.E essa base veio de casa.Meu pai,Ney Duarte, delegado de polícia e empresário,me ensinou fundamentos que não saem de moda, como resiliência, responsabilidade e respeito.E talvez a maior lição de todas,que a liberdade de um homem se sustenta na honestidade.Foi com ele que aprendi que caráter não é um acessório,é a estrutura para uma vida em paz.

No fim,mentoria não é dependência,é aceleração.E talvez seja esse o ponto em comum entre todos eles,e tão representado pelo José Roberto Marques nesta edição: mentoria não é sobre brilho pessoal, é sobre multiplicar consciência, coragem e repertório em quem decide crescer.

 

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