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O Varejo Nacional e a Internacionalização de Seus Negócios por Otávio Rodrigues

Redação
Por: Marcelo Gusmão
08/11/2025 às 15:12 Atualizada em 10/03/2026 às 02:24
O Varejo Nacional e a Internacionalização de Seus Negócios por Otávio Rodrigues

Tenho buscado situações praticas para atrair a atenção do mercado varejista para o crescente processo de internacionalização de empresas brasileiras que decidiram se arriscar a qualificar seus negócios, negociando com clientes internacionais. Comprando ou vendendo, exercendo seu direito ao crescimento e melhorias
constantes.

A internacionalização tem sido uma eficiente estratégia de crescimento para diversas empresas varejistas, e neste artigo, quero mostrar os casos práticos de cases de sucesso que o Brasil está revelando cada dia mais.

Quando falamos na internacionalização de empresas varejistas, quero destacar que franquias, marcas de moda e calçados, setor de alimentos e bebidas, setor de tecnologia têm se espalhado mundo afora, em busca de novos clientes com elevado poder de compra. Vendas e compras com parceiros internacionais não se restringem a nenhum fator, podendo tornar-se até a maior fatia de representatividade da empresa.

O modelo de franquias tem elevado a penetração de empresas brasileiras em mercados latinos, europeus e asiáticos. Empresas como Chilli Beans (óculos e acessórios), Natura (cosméticos e beleza) e O Boticário (cosméticos) são exemplos de marcas que já estão explorando suas marcas por intermédio de franquias.

Outras marcas menos conhecidas também têm conseguido expandir suas franquias para além de nossas fronteiras.

O setor de Alimentos e Bebidas tem sido um representante da internacionalização de produtos brasileiros. Além das gigantes do setor, tais como BRF, Minerva Foods, JBS, Camil Alimentos, outras empresas menores do agronegócio estão conseguindo atingir mercados com suas vendas de produtos agroindustriais.

Empresas de tecnologia e serviços, que atuam com soluções para o varejo, têm buscado com sucesso o mercado internacional. Plataformas de e-commerce e startups para varejo têm se tornado as mais novas queridinhas da internacionalização brasileira. Nomes como Cartpanda Global e Stefanini (multinacional brasileira de TI) são exemplos de empresas que hoje têm forte atuação global.

Um segmento de venda que está começando a ser olhado com muito bons olhos para quem quer vender mais no exterior é a venda para “Lojas Francas”. Estas lojas, geralmente estabelecidas em portos e aeroportos internacionais e cidades fronteiriças — normalmente nos chamados free shops — têm sido uma oportunidade para empresas nacionais que estão percebendo que a compra de oportunidade numa rota de turismo ou negócios pode ser bem interessante.

A legislação brasileira considera a venda para estes estabelecimentos equiparada à exportação e, consequentemente, desonera de tributos os produtos ali vendidos, tornando-os mais atrativos para a compra por quem passa por esses locais. E isso pode significar uma gama incontável de produtos de consumo que vão desde roupas, acessórios, alimentos típicos, bebidas regionais até produtos eróticos (isso mesmo, aqueles que antes eram vendidos apenas em sex-shops).

Mas o que leva essas empresas a buscarem a internacionalização de suas atividades de varejo?

Busca por novos mercados — Quando nosso mercado interno se mostra saturado e competitivo e as vendas desaceleram, é aí que acende o alerta para muitas empresas de que é necessário olhar “para fora da caixinha” e tentar vender para novos clientes além da fronteira. Essa venda será também um fator importante para diversificar os riscos associados a crises econômicas ou mudanças políticas de quando se vende em um único país. Tudo isso sem citar o fortalecimento global da marca.

Já quem pensa em qualificar suas atividades importando tecnologias inovadoras, insumos qualificados e mais em conta, poderá se beneficiar de produtos que detenham know-how mais avançado, o que pode trazer aumento de competitividade e eficiência em suas operações. Em muitos casos, a produção ou aquisição de insumos no exterior poderá trazer resultados com custos mais baixos.

Buscamos com este artigo trazer maior empatia dos varejistas para o tema internacionalização, pois temos a certeza de que tudo (eu disse TUDO) é vendável, desde que tenha qualidade. Até mesmo aquele seu produto que você não acredita que o mercado externo possa se interessar. Acredite. Busque apoio técnico e descubra o que a internacionalização pode trazer de melhorias para o seu negócio.

Nós, na Logimex Comércio Exterior, incentivamos e apoiamos empresas de diferentes setores a se posicionarem no mercado global, elaborando estudos preliminares de viabilidade e ajudando na tomada de decisões dos empreendedores. Temos a grande alegria de estar acompanhando empreendedores a ganharem mercados comprando ou vendendo sob nossa orientação.

Otávio Rodrigues

Palestrante e Diretor da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros.

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