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Quando Eu Conto a História de Outra Mulher, Eu também me transformo.

Redação
Por: Marcelo Gusmão
13/01/2026 às 16:29 Atualizada em 09/03/2026 às 19:21
Quando Eu Conto a História de Outra Mulher, Eu também me transformo.

Janeiro sempre me convida à pausa. É quando eu olho para trás com gratidão e, ao mesmo tempo, organizo tudo aquilo que desejo construir. Abrir 2026 na Revista VP com esta coluna tem um significado especial: representa um ciclo que se encerra e outro que começa com ainda mais intenção.

Em 2025, eu tive a oportunidade e a responsabilidade de entrevistar mulheres que não cabem em rótulos. Mulheres ímpares. Mulheres que carregam histórias que vão muito além dos cargos que ocupam. Histórias feitas de escolhas difíceis, recomeços silenciosos e decisões tomadas quando ninguém estava olhando.

A cada entrevista, eu não apenas perguntava. Eu escutava. E, muitas vezes, me via refletida em cada resposta. Porque quando uma mulher fala, ela nunca fala só por si. Ela fala por outras, por muitas inclusive por mim.

O peso dessas conversas não esteve apenas na relevância profissional de cada mulher entrevistada, mas no impacto que essas histórias têm quando são compartilhadas. Eu acredito profundamente que contar trajetórias femininas é abrir caminhos. É criar referências reais. É mostrar que existem inúmeras formas de ser forte, líder, sensível, estratégica e humana ao mesmo tempo.

2025 me ensinou que comunicação não é só voz é escuta. E entrevistar mulheres me ensina que esse exercício exige presença, respeito e responsabilidade. Cada história que passou pelo meu microfone carregava o potencial de inspirar decisões, provocar movimentos e, em alguns casos, mudar rotas inteiras.

Ao iniciar 2026, eu sigo com expectativas grandes e conscientes. Eu quero me conectar com mulheres que estão construindo o novo agora. Mulheres que entendem que presença é poder. Que sabem que autoridade não se impõe, se constrói. Mulheres que não esperam permissão para ocupar espaços e reconhecem que suas histórias merecem ser contadas.

O que eu projeto para este novo ano é ampliar vozes, aprofundar diálogos e fortalecer conexões que gerem impacto real. Mais do que entrevistas, eu quero encontros. Mais do que conteúdo, eu quero registrar as histórias que serão contadas no futuro, como inspiradoras e relevantes.

Que 2026 seja um ano de escuta ativa, narrativas verdadeiras e protagonismo feminino consciente. E que eu siga junto com tantas outras mulheres, contando suas histórias que não apenas informam, mas transformam hoje no presente e também no futuro.

 

 

 

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