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Seu Patrimônio Está em Risco?

Redação
Por: Marcelo Gusmão
13/01/2026 às 16:07 Atualizada em 07/03/2026 às 08:12
Seu Patrimônio Está em Risco?

Nova legislação pode mudar o futuro dos seus imóveis. 
A regularização e a atualização de bens imóveis nunca foram tão importantes. Em um cenário de mudanças tributárias, cruzamento de dados cada vez mais eficiente e maior rigor fiscal, imóveis mal planejados deixaram de ser apenas um detalhe burocrático — e passaram a representar risco real ao patrimônio familiar.

O que muitos proprietários ainda não percebem é que decisões tomadas há anos, quando a legislação era mais simples e a fiscalização menos integrada, podem gerar hoje custos elevados, autuações fiscais e conflitos familiares.

A pergunta que precisa ser feita é direta: seu imóvel está regularizado apenas no papel ou também do ponto de vista fiscal e patrimonial?

O que significa regularizar e atualizar um imóvel?

Regularizar um imóvel não se resume a ter escritura registrada. Envolve garantir que:

• O registro em cartório esteja correto e atualizado
• O imóvel esteja declarado adequadamente no Imposto de Renda

• O valor declarado seja compatível com a realidade fiscal

• A forma de aquisição (compra, herança, doação) esteja correta

• Não existam pendências urbanísticas, fiscais ou sucessórias

Já a atualização patrimonial está ligada ao planejamento: avaliar se a forma como o imóvel está estruturado hoje é a mais eficiente para o futuro.

Já me fizeram a seguinte pergunta: Por que o risco aumentou?

E eu respondi, pelo cruzamento de informações.

A Receita Federal, estados e municípios compartilham

dados de cartórios, bancos, declarações fiscais e cadastros imobiliários. Divergências aparecem com facilidade.

Pontos importantes que precisam ser apontados com relação ao imóvel.

- Valorização imobiliária

Imóveis adquiridos há décadas por valores baixos geram hoje alto ganho de capital se vendidos ou doados sem planejamento.

- Mudanças na legislação tributária

Alterações nas regras de tributação de ganho de capital, heranças, doações e planejamento sucessório tornaram o tema mais sensível.

Exemplos práticos e casos reais

CASO 1 — VENDA SEM PLANEJAMENTO

Um imóvel comprado nos anos 1990 por valor baixo foi vendido recentemente. Sem qualquer planejamento prévio, o proprietário foi surpreendido com um imposto elevado sobre o ganho de capital, reduzindo de forma significativa o valor líquido da venda.

Nota para reflexão: Com orientação adequada, seria possível avaliar alternativas legais para reduzir esse impacto.

CASO 2 — DOAÇÃO MAL ESTRUTURADA

Pais decidiram doar um imóvel aos filhos sem planejamento. O ITCMD foi calculado sobre o valor de mercado atual, muito superior ao valor histórico. Além disso, a operação gerou ganho de capital tributável, algo que a família desconhecia.

Nota para reflexão: A falta de estratégia transformou um ato de proteção patrimonial em custo elevado.

CASO 3 — HERANÇA SEM REGULARIZAÇÃO

Imóvel antigo, nunca atualizado no Imposto de Renda, entrou em inventário. Divergências de valores e ausência de documentos atrasaram o processo, geraram conflitos familiares e aumentaram o custo total da sucessão.

Nota para reflexão: Um planejamento sucessório antecipado teria evitado desgastes emocionais e financeiros.

Vantagens da regularização e atualização
- Redução legal da carga tributária
- Segurança jurídica e fiscal
- Facilidade para vender, doar ou financiar
- Planejamento sucessório eficiente
- Proteção do patrimônio familiar

Desvantagens e cuidados necessários
- Custos imediatos com impostos e registros
- Risco de aumento de imposto se a atualização for feita sem análise técnica
- Exposição fiscal se o processo não for bem conduzido

Por isso, regularizar exige planejamento, não improviso.
Pontos críticos que exigem atenção
• Diferença entre valor declarado e valor real
• Origem do imóvel (compra, doação, herança)

• Situação do proprietário (residente, não residente, sucessão)

• Planejamento sucessório e proteção familiar

Cada detalhe impacta diretamente o custo tributário futuro.

Por isso, regularizar e atualizar imóveis não é apenas cumprir exigências legais. É uma forma de proteger o patrimônio, reduzir riscos e garantir tranquilidade para o futuro.

Em tempos de fiscalização intensificada e legislação mais complexa, quem se antecipa preserva o patrimônio. Quem deixa para depois, assume riscos que podem custar caro.

Planejamento patrimonial não é luxo. É proteção.

ILAN RENZ
Empresária contábil, especialista em IRPF, conselheira do CRCRJ, Diretora Social do SesconRJ e vogal suplente da JUCERJA. 

 

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