Dizer que a inteligência artificial chegou para ficar, é pouco: ela chegou para transformar a humanidade. Em meio a toda essa revolução tecnológica que estamos vivendo, a cereja do bolo é a IA.
Se você quer ficar atualizado com as transformações no cotidiano social, deve estar antenado nos avanços da IA. Se você trabalha na área de administração de shopping center, então você tem a obrigação de estar acompanhando tudo isso.
Na gestão desses centros comerciais, a IA controla a iluminação, o ar-condicionado e outros inúmeros sistemas, otimizando o consumo de energia. Ela também contribui para a elaboração do layout das lojas a partir do estudo do fluxo dos clientes/consumidores e auxilia os lojistas a prever demanda. Ademais, ajuda na detecção de fraudes a partir de dados de transações e até informa aos clientes o tempo de espera em fila de restaurante e outros serviços.
E não para por aí.
Sistemas de câmeras dotados com IA monitoram jardins, portas de acesso restrito, a entrada de
sanitários e de casa de máquinas. Controlam as atividades laborais e o tempo empreendido nas
tarefas por seus colaboradores, emitindo alertas para a reposição de insumos, como sabão, toa-
lhas e papel higiênicos nos banheiros – ou ainda, alertas para a invasão de intrusos em áreas res-
tritas.
Câmeras de segurança com IA nos permite proceder ao reconhecimento facial. Assim, já é pos-
sível acompanhar o comportamento do cliente/consumidor quando está comprando e a sua fre-
quência de visitas. A análise de tais dados colabora na detecção das tendências mais prováveis
e aproxima o lojista do consumidor, com ofertas mais refinadas.
Muitos varejistas já estão identificando quais clientes provavelmente comprarão determinados
produtos, graças a IA. A experiência aponta para o fato de que executar inteligência artificial na
própria loja oferece vantagens. As imagens internas agem como um catalisador de percepções,
agregando e transformando grandes volumes de dados brutos em inteligência valiosa e acessível.
Num futuro bem próximo teremos robôs nos estoques reabastecendo automaticamente as pra-
teleiras das lojas. O estudo do perfil do cliente com as informações de tráfego permitirá ao va-
rejista saber onde e quando colocar os avisos de oportunidades e promoções, visando o aumento
de venda.
Sem querer chover no molhado, vale citar o que significa a IA nos estacionamentos dos malls. Além do controle quantitativo – o qualitativo, apontando para um desenho preciso do perfil consumidor do cliente, um desenho socioeconômico que mais parece um Raio X. Também num futuro bem próximo essas câmeras serão integradas aos sistemas de segurança pública e identificarão uma placa proveniente de crime logo na cancela do estacionamento. O reconhecimento facial, por sua vez, identificará um meliante procurado pela polícia assim que desembarcar de seu veículo. A mesma inteligência artificial também já é capaz de indicar onde há mais vulnerabilidades nas áreas dos estacionamentos, para que a segurança seja reforçada nesses locais, antes mesmo da ocorrência de alguma fatalidade.
Partindo do pressuposto que os gestores dos grandes centros comerciais investem de forma intensa nas suas relações com o poder público, é de se concluir que em muito pouco tempo a integração dessas câmeras ao sistema da segurança pública será uma realidade de ponta à ponta do Brasil.
O Brasil já não é mais o país do futuro. Pelo menos no que diz respeito ao mundo dos malls, o futuro já chegou. O que se pode prever para o futuro é que os shoppings serão um verdadeiro “reality show” contra o crime – todo monitorado pela inteligência artificial.
Partindo para a especulação, diríamos que num futuro, aí sim um pouco mais remoto, os seguranças privados desses centros de comércio trabalharão em conjunto com os agentes de segurança pública, procedendo a informes e relatórios que alimentarão e darão comando para a atividade policial. As operações policiais serão desenvolvidas exclusivamente pelos agentes de polícia, sempre – mas
algumas delas poderão ser recomendadas e referendadas pelos informes e relatórios da
segurança privada dos malls.
Nesse notável cenário de conjecturas, é certo que os shoppings investirão pesado em IA. Também é seguro que haverá uma integração nevrálgica entre todos os gestores de malls, que compartilharão informações privilegiadas em tempo real. O próprio aparato policial estatal contará com os trabalhos de inteligência desenvolvidos por uma segurança privada requintada.
É fundamental que se estabeleçam diretrizes claras para o uso da IA. Faz-se mister que essa
IA seja uma ferramenta voltada para o bem--estar social. Avanço tecnológico requer responsabilidade, pois as consequências podem ser incalculáveis – daí a necessidade que haja regulação e que sejam exploradas as questões éticas exaustivamente – para que haja segurança.
Em resumo, a inteligência artificial está revolucionando a vida em sociedade. Está abrindo portas para um futuro repleto de possibilidades que nos permite explorar novos horizontes, viver experiências incríveis e nos conectar de forma mais profunda com o mundo.
Vagamos pelas transformações já concretizadas pela IA, sobretudo no que diz respeito aos shoppings. Desenhamos possíveis cenários futuros em que o papel da IA é de suma importância. Enfim, ela chegou para ficar.
Que nos traga mais segurança do que incertezas – esses são os votos de quem preza pelo bem da humanidade.
Que nos traga mais Justiça que inconsistências – são votos dos justos.
ANTONIO MAMEDE - CEO DA AM MALLS
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