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Francamente, Franquia! O Crecimento Do Protagonismo Feminino No Franchising: O que as mulheres realmente buscam ao abrir uma franquia?

Redação
Por: Marcelo Gusmão
16/03/2026 às 16:27 Atualizada em 04/06/2026 às 11:11
Francamente, Franquia! O Crecimento Do Protagonismo Feminino No Franchising: O que as mulheres realmente buscam ao abrir uma franquia?

Março é um mês que me convida à reflexão. Ao longo da minha trajetória estruturando e expandindo franquias, passei a observar um movimento que não é apenas tendência — é transformação real: o crescimento consistente de mulheres decididas a empreender por meio do franchising.

Os dados da Associação Brasileira de Franchising mostram que a presença feminina nas redes cresce ano após ano. Mas, na prática, o que vejo vai além dos números. O que vejo são mulheres cada vez mais preparadas, estratégicas e conscientes da decisão que estão tomando.

Quando uma mulher me procura para abrir uma franquia, raramente ela chega movida por impulso. Ela já pesquisou o mercado, comparou segmentos, analisou o investimento, o suporte e a taxa de retorno. Ela quer entender o modelo de negócio, a previsibilidade financeira e, principalmente, se aquela operação está alinhada ao estilo de vida que deseja construir.

Muitas dessas mulheres estão vivendo momentos decisivos de transição. Algumas buscam independência financeira ou optam por deixar posições executivas já consolidadas para assumir o próprio protagonismo. Outras retornam ao mercado após um período dedicado à família e desejam recomeçar com estrutura e previsibilidade. Há ainda aquelas que sempre tiveram perfil empreendedor, mas esperavam um modelo que oferecesse menor exposição ao risco. Em comum, todas procuram empreender com segurança, estratégia e método.

A franquia representa exatamente isso: um modelo validado, processos estruturados, marca consolidada e suporte contínuo. Não elimina os desafios do empreendedorismo, mas reduz a curva de aprendizado e oferece acompanhamento estratégico. E isso faz diferença.

Lembro-me do caso de uma executiva do setor financeiro que me procurou após 18 anos de carreira corporativa. Mãe de dois filhos, ela queria autonomia, mas não estava disposta a abrir mão da estabilidade. Depois de uma análise criteriosa, escolheu uma franquia na área de educação complementar. O ponto de equilíbrio veio antes do previsto e, em menos de dois anos, ela já planeja a segunda unidade. O que ela buscava não era apenas renda. Era controle sobre o próprio tempo e clareza sobre seu crescimento.

Também acompanhei a decisão de uma profissional da área da saúde que sempre sonhou em empreender, mas tinha receio de começar do zero. Ao ingressar em uma rede estruturada de serviços especializados, encontrou treinamento, padronização e suporte de marketing. A insegurança deu lugar à gestão estratégica. Hoje, além de operar sua unidade com excelentes resultados, participa ativamente de comitês internos da rede.

Existe ainda um perfil que tem crescido muito: mulheres que enxergam a franquia como instrumento de expansão patrimonial. Elas analisam indicadores, questionam margens, estudam payback e projeções de longo prazo. Não é raro que cheguem às reuniões com planilhas comparativas detalhadas. Elas não querem apenas abrir um negócio. Querem escalar, multiplicar unidades e construir patrimônio.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional também aparece como fator decisivo. Modelos enxutos, microfranquias e operações com equipe reduzida costumam chamar a atenção. Mas equilíbrio, para essas mulheres, não significa limitação de ambição. Significa estratégia. Elas querem crescer de forma estruturada, sustentável e com governança.

Outro ponto que percebo claramente é o valor que dão ao pertencimento. Empreender sozinha pode ser desafiador. No franchising, existe rede, troca, mentoria e suporte. Esse ambiente colaborativo traz segurança emocional e técnica. Muitas me dizem que se sentem mais confiantes por fazer parte de algo maior.

O que mudou nos últimos anos foi a mentalidade. A mulher que hoje decide investir em uma franquia não está “tentando algo novo”. Ela está fazendo um movimento estratégico. Está assumindo o protagonismo da própria trajetória profissional com planejamento, visão e responsabilidade.

Empreender nunca foi uma questão de gênero. Sempre foi uma questão de decisão e preparo. O que vejo diariamente é uma geração de mulheres que une competência, sensibilidade de gestão e visão de longo prazo.

Neste mês de março, mais do que celebrar, acredito que devemos reconhecer essa transformação concreta: mulheres que deixam de ser apenas colaboradoras para se tornarem investidoras, líderes e construtoras de legado.

E, para muitas delas, a franquia não é apenas um modelo de negócio. É o caminho escolhido para transformar propósito em resultado, autonomia em patrimônio e coragem em história.

PATRÍCIA NUNES é graduada em administração de empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, especialista em estruturação e expansão de franquias, com foco no empreendedorismo feminino. Pós-graduada em Logística Empresarial e em Patisserie, possui mais de 15 anos de experiência em supply chain, novos negócios e desenvolvimento de operações escaláveis. Atua como Diretora de Expansão do Grupo CNXLINE e do FRANQUIAÊ (Vale do Paraíba e RJ), liderando projetos de crescimento estruturado e sustentável de redes de franquias.

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